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Oportunidade Guarapari

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Rota da Ferradura e Buenos Aires: o interior de montanha e cachoeiras a poucos quilômetros das praias

A cerca de quinze minutos da faixa de areia, a geografia de Guarapari sobe a serra em direção a comunidades rurais, cachoeiras e restaurantes de fogão a lenha.

· 3 min de leitura · Buenos Aires, Boa Esperança e Arraial do Jabuti

Paisagem de morros verdes e vegetação no interior rural do município de Guarapari.
Foto: Tedd Santana / Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

A imagem de Guarapari está tão ligada ao verão e às praias que muita gente se surpreende ao descobrir que a maior parte do território do município é formada por morros, vales verdes, pequenas propriedades agrícolas e reservas de Mata Atlântica. A poucos quilômetros de distância do Centro e de Muquiçaba, a estrada deixa o nível do mar e começa a subir a serra, mudando a temperatura, o cheiro do mato e o estilo das construções.

O eixo mais conhecido dessa subida é a chamada Rota da Ferradura, um circuito turístico rural de aproximadamente dezoito quilômetros que conecta as comunidades de Boa Esperança, Arraial do Jabuti e Buenos Aires. O nome vem do próprio desenho da estrada no mapa, que contorna as encostas em formato de ferradura e permite fazer o passeio de carro ou de bicicleta voltando para a zona urbana no mesmo dia.

Buenos Aires, clima ameno e mesa do interior

A comunidade de Buenos Aires tornou-se a principal referência desse roteiro serrano. Enquanto a orla ferve nos dias de sol forte, o alto da região mantém brisa fresca de montanha e um ritmo de vila do interior capixaba, com capela, vendas, produtores familiares e propriedades que abrem as portas nos fins de semana e feriados.

A gastronomia é um dos motivos que levam moradores de Guarapari e visitantes da Grande Vitória a subir a serra no sábado ou no domingo. Em vez da moqueca à beira-mar que marca os restaurantes de Meaípe, a mesa da região aposta na comida de fogão a lenha, na polenta, no frango caipira, nos queijos, doces artesanais, pães caseiros e cafés passados na hora.

Cachoeiras, mirantes e contato com a Mata Atlântica

Além dos restaurantes e sítios, o relevo acidentado do interior forma quedas-d’água e piscinas naturais de água doce procuradas por quem quer variar do banho de mar. Na região de Buenos Aires e nos acessos que seguem em direção a Rio Calçado, cachoeiras como a de Buenos Aires e a do Pernambuco recebem visitantes em trilhas curtas cercadas por mata nativa.

Outro ponto observado ao longo da subida são os mirantes naturais, de onde se avista, em dias limpos, o encontro entre a serra e a linha azul do oceano lá embaixo. Para quem chega pelos corredores analisados na reportagem sobre a ES-060 e a BR-101, o acesso ao interior é rápido e bem conectado à rodovia federal.

O peso do campo na economia da cidade

O interior de Guarapari não funciona apenas como passeio de domingo. As comunidades rurais abastecem feiras, mercados e cozinhas da parte baixa com hortaliças, frutas, laticínios e produtos coloniais, além de atraírem um perfil próprio de investimento em pousadas de campo, chácaras de lazer e gastronomia de experiência.

Para quem passa o fim de semana na cidade, reservar uma manhã para subir a serra, caminhar até uma cachoeira e almoçar sem pressa em Buenos Aires cria um contraponto direto com o movimento das praias. Em menos de meia hora de descida, o visitante já está de volta ao nível do mar, provando como Guarapari reúne praia e montanha no mesmo endereço.

Bairros nesta reportagem

Fontes consultadas: Prefeitura Municipal de Guarapari (SETEC) e malha territorial do IBGE.

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